quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

E se o mundo acabasse amanhã...

... Faria coisas que não me arrependeria num possível depois.
Como canceriana planejaria cada passo do meu dia para que fosse exatamente como eu gostaria.
Tomaria remédio para dormir, afinal, não esperaria acordada pelo último dia de minha vida; dormiria num hotel luxuoso, com uma grande hidromassagem, espuma, cama “king size”, lençóis brancos, travesseiros de pluma de ganso e com todos os CDs que eu mais gosto; faria o último amor com o grande amor da minha vida e se ele não quisesse passar o último dia dele comigo, ficaria ali, sozinha.

Acordaria cedo, colocaria um roupão e tomaria um belo café da manhã na sacada; Pegaria um taxi e sairia por aí, conhecendo os lugares da minha cidade em que nunca estive, iria ao cinema com um saco bem grande de pipoca e guaraná e veria o filme mais romântico que estivesse passando; Comeria um saco de MM’s Família sozinha; pintaria meu cabelo de loiro; gastaria meu último salário com coisas que me dessem felicidade momentânea.

Sairia pra correr um pouco, por aí, com um Ipod cheio de músicas minhas, músicas que me trouxessem lembranças boas, saudades, risadas e pensamentos; Falaria pra quem quisesse ouvir o que acho de tudo que acho errado; não ligaria pras críticas e falaria mais um pouco; iria à igreja agradecer por ser tão sortuda na vida; choraria de saudades antecipadas desse lugar e dessas pessoas; torraria o cartão de crédito; comeria o petit gateau do América sem culpa; passaria longe do trabalho; jogaria todas as lembranças guardadas no meu quarto no lixo.

Voltaria pra casa e deitaria no colo da minha mãe; assistiria às fitas de quando era pequena (antes de jogá-las fora); ligaria pra todos meus reais amigos pra dizer o quanto os amo; tomaria um belo banho; colocaria a roupa que eu mais gosto e como boa canceriana, esperaria o dia acabar em casa, no melhor lugar do mundo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Coisa Inteligente...

Uma das frases mais verdadeiras que já li:

"Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria."

Eu prefiro ficar numa boa.

O que é felicidade?

Felicidade é uma palavra que quando falada traz aquele sorrisinho no canto da boca. Mas o que ela significa na verdade?

Pelo dicionário: satisfação, contentamento.Boa fortuna, sorte. Sucesso. Congratulações.

Mas, enfim, eu descordo um pouco dessa descrição tão objetiva (afinal, o dicionário não foi feito para ser poético).

Acredito que satisfação seja uma palavra momentânea: "eu fiquei satisfeita com o dia de hoje". A palavra satisfação diz muito do agora, e não passa a sensação do todo, me fiz entender?

Felicidade é uma coisa muito mais profunda: ou você é ou não é - estar feliz, para mim, não existe. Não é momentâneo e sim um estado de espírito.

Isso me faz lembrar um filme que assisti, que pra mim é um dos melhores filmes de todos os tempos: Into the wild. Uma história linda (que eu não vou contar, pois quero que você assista) e que traz uma mensagem que ficou marcada em minha mente: A felicidade só é real quando compartilhada.

Logo, você só pode ser feliz por completo se compartilha essa felicidade com outras pessoas. Fazer as pessoas felizes traz felicidade, e essa é eterna.

Saber que você faz alguém feliz é gratificante, traz paz na alma e sensação de que seu dever aqui na Terra está sendo cumprido.

Pare e pense quem você fez feliz hoje e quem você faz feliz durante sua vida (família, amigos, namorado).

Veio aquele sorrisinho no canto da boca, não é? Pois é. Parabéns, você é feliz.

A gente sempre reclama de tudo e não agradece por as coisas simples que temos todo dia: saúde, família, amigos (mesmo com a distância, você sabe quem são seus verdadeiros), trabalho, o céu azul numa segunda-feira, a brisa que bate no rosto, rir com as amigas, assistir televisão na cama dos pais, o almoço de domingo, o passeio no parque com o namorado, um beijo, um abraço sincero e apertado, aquele doce que você mais gosta, receber um elogio... seja lá o que for que te faça ser feliz.

Então, espero que eu , neste curto texto, tenha conseguido tirar um sorrisinho seu.

be happy babe.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

História Sem Fim

Você já pensou sobre a palavra rotina?
Sobre como você passa seus dias e o que, realmente, você espera pro final da semana?
Eu pensei. E posso confessar a vocês – me decepcionei.
Eu sou uma pessoa que odeia (com força) a palavra rotina. E quem não odeia? É uma mesmice colossal (Oi) e que parece que quando vai acabar, começa de novo.

De manhã:
Acorda as 6h30, toma banho, passa creme, escova o dente, seca o cabelo, enrola a toalha, desce a escada, molha toda casa, pára na cozinha, abre a geladeira, pega o requeijão, o leite, a bisnaguinha, coloca duas colheres pequenas de TODDY light na xícara, coloca leite gelado, passa requeijão em duas bisnaguinhas, come, volta pro quarto, se troca, senta no sofá, espera a carona, entra no carro, fala bom dia, começa a maquiagem, corretivo, base, pó, blush, rímel, óculos escuro, trânsito na marginal, eldorado, jardins, Oscar freire, olha as lojas, deseja roupas, se ilude, sente raiva, pára na paulista, desce, anda, fuma um cigarro, se arrepende de fumar aquele cigarro, pega ônibus, anda 15 minutos, desce, anda mais 5, espera a porta da agência resolver abrir, passa o crachá, sobe escada, senta na mesa, liga o computador, entra no MSN, no Orkut, faz a agenda do dia, começa a trabalhar.

Resto do dia:
Entra no MSN e pergunta onde vamos almoçar, cada um responde um lugar, entra num acordo, levanta, espera os outros, passa o crachá, almoça, se arrepende de comer o brigadeiro, fica com raiva, anda de volta, entra na agencia, sobe a escada e senta novamente até dar a hora, sai, pega o ônibus, desce no metrô, vai até a paulista, desce, entra no carro, chega em casa, cai no sofá, acorda, vai pra cama, dorme.
Todo dia a mesma coisa. E todo dia esperando a sexta-feira.
Daí então a sexta-feira chega. Que felicidade! Acordar é melhor, almoçar é melhor (rola até choppinho), tudo é mais alegre. O som dos passarinhos é mais alto. Os Jobs são prazerosos de fazer (apesar de que de sexta sempre dá uma zica), tudo é mais lindo. Às vezes tem hora feliz e vou pra casa com sorriso no rosto.

Final de Semana:
Sexta a gente dorme de tanto cansaço, sábado acordamos, comemos, passeamos, a noite saímos. Acordo domingo, almoço com família, passeamos ou ficamos dormindo um pouco, a tarde cai, começa Faustão, depois jogo, depois Faustão novamente, depois Fantástico. A partir daí já dá aquele aperto no coração. Oh, não!

Tá acabando...

Volta pra casa, arruma as coisas pra segunda-feira e pensa: é pra isso que eu espero a semana toda.

Revoltante.

TPM

Dá pra saber quando tudo começa. Ninguém precisa avisar, nenhum relógio precisa tocar. Os dias no calendário atrás da porta só servem pra confirmar a nossa exatidão.
Um simples “bom dia” pode gerar uma guerra, a respiração fica ofegante, os olhos chegam a fechar quando sentem o ódio subindo pelas veias e a garganta se prepara pra gritar a qualquer indício de alguém te contrariar. As mãos parecem estar sempre preparadas para alcançar o pescoço de alguém.
Pode estar aquele dia lindo, céu azul, sol raiando pela janela. Mas em um piscar de olhos, o tempo fecha, a chuva chega e os raios começam.
Você abre a geladeira e se irrita porque acabou seu iogurte light. Abre o seu guarda-roupa, prova todas as roupas e chega a conclusão que você engordou 10 quilos nas ultimas 2 semanas, se irrita e quase desiste de ir trabalhar.
Ah, é ela, é ela, a TPM.
No começo tudo parece normal, você sabe, mas, consegue agüentar. A sensação é a mesma da água quando você a coloca para ferver.
Começa devagar, sem mudanças visíveis, apenas algumas bolhinhas. Quando menos se espera, o calor aumenta e as bolhas também, a água ferve, transborda e molha o fogão.
Para parar de transbordar é preciso baixar o fogo, a fervura continua, mas não ouse aumentar a potência, se não começa tudo de novo.
Mulher de TPM transpira, transborda, extrapola, extravasa. Tudo é over, super, hiper, ultra, mega dramático e conflitante.
Você tem fome de doce, dá a TPM como desculpa para comê-los, mas todos os bolos são recheados de culpa. O sentido das coisas perde seu sentindo real, afinal, rir e chorar simultaneamente fica natural.
Ninguém sabe exatamente pra que serve a TPM.
Talvez seja uma desculpa que nós, mulheres, inventamos para conseguirmos tudo o que queremos durante 1 semana, sem que o nosso homem reclame.
Ou talvez para ter a desculpa de brigar com o mundo, sem ninguém contrariar.
Não sei, talvez seja apenas um defeito de fábrica.
E quer saber? Na próxima encarnação, quero vir homem, afinal, ele não passa por metade dessas coisas. Mas isso é papo pra outro texto.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

É. Agora, meu pastel de feira está condenado a ser comido sem vinagrete até 2012.

Kassab na cabeça (com língua "plesa").